quarta-feira, 31 de março de 2010

Preservar a vida Animal – Panda gigante


A história da Vida na Terra é uma história de extinções, estas extinções naturais ocorrem, no entanto, ao longo de períodos relativamente longos, permitindo a evolução de novas formas de vida. Muitos animais evoluíram e depois extinguiram-se e o seu lugar na natureza é então ocupado por outro grupo de animais. Isto não é o que acontece na actualidade, com a ajuda do Homem!


Penso que é importante ir sempre “passando” a mensagem da importância de preservarmos a Natureza, a vida selvagem, o ambiente, “O nosso magnifico Planeta”.

Dentro deste contexto, vou começar a falar aqui no meu “cantinho”, sobre animais que se encontram em Vias de Extinção.

A extinção é o desaparecimento irreversível de espécies e acontece quando o último animal de uma determinada espécie morre.

Hoje: Panda gigante


O panda tornou-se o símbolo das espécies ameaçadas e o emblema da Fundação Mundial de Vida Selvagem o WWF – Worldwide Fund for Nature uma das mais conhecidas organizações ambientalistas do planeta tendo iniciado as suas actividades, em 1962, por iniciativa de um grupo de cientistas da Suíça preocupados com a devastação da natureza.

A rede é apoiada por pessoas de origens diferentes, preocupadas com o mesmo objectivo, que é garantir a preservação do planeta em que vivemos.




Nome Científico: Ailuropoda melanoleuca
Ordem: CARNIVORA
Família: ursídeos


Distribuição e Habitat:
Os pandas gigantes vivem em alguns dos territórios mais altos e inóspitos das montanhas chinesas, junto ao território tibetano. A sua distribuição actual consiste em seis áreas montanhosas isoladas (Minshan, Qinling, Qionglai, Liangshan, Daxiangling, e Xiaoxiangling), nas províncias de Gansu, Shaanxi e Sichuan. Os pandas habitam as florestas temperadas montanhosas com densos bambuzais, principalmente do gênero Sinarundinaria, entre altitudes de 1.200 a 4.100 metros acima do nível do mar.


Identificação:
O panda-gigante assemelha-se aos outros ursos na aparência e proporção, mas é distinguido pela sua marcante coloração contrastante e por algumas características associadas à sua dieta. A pelagem é grossa para suportar as baixas temperaturas no ambiente subalpino em que vive. As manchas oculares, membros, orelhas e uma faixa que atravessa os ombros são negras. O restante do corpo é branco. É um animal de porte razoável, pode pesar até 160kg e medir até 1.5m. As glândulas odoríferas anais produzem secreções com odor intenso com as quais o panda marca o seu território. Em relação à longevidade é cerca de 34 anos em cativeiro e 10-15 anos em liberdade.


Hábitos:
Os pandas são animais normalmente solitários. São mais activos durante o pôr e o nascer do sol. Passam o restante do tempo a dormir em bosques de bambu. Seu território é marcado com uma combinação de odores de urina e marcas com as garras. Evitam conflitos não usando áreas compartilhadas do território durante o mesmo período. Como um animal subtropical, o panda não hiberna.


Alimentação:
Apesar de pertencer à ordem dos Carnívoros, o panda é um animal herbívoro, gastando cerca de 14 a 16 horas por dia a comer, consumindo cerca de 40 kg de plantas. Os seus dentes e mandíbulas são extremamente fortes, adaptados para triturar os colmos do bambu.
A sua dieta é folhas e brotos de bambu, caules, raízes, tubérculos, frutos, flores de vegetais variados, ás vezes insectos, ratos do bambu e peixe.


Reprodução:
A época de reprodução dá-se na Primavera, quando os machos competem pela fêmea fértil. É um animal solitário excepto na época de acasalamento. As mães pandas fazem, no máximo, uma gravidez por ano, que dura entre 7 a 9 meses. Ao nascer, o panda tem apenas 10 cm de comprimento e pesa entre 80 e 150 g. O desmame dá-se com um ano de idade, mas o panda já é capaz de ingerir o bambu em pequenas quantidades desde os seis meses. O intervalo entre as ninhadas é de dois anos ou mais.


Conservação e principais ameaças de extinção:
Os pandas foram capturados até há alguns anos atrás, uns para serem usados em circos e espectáculos, outros apenas para serem mostrados como troféus de caça, e outros ainda para alimentação humana. Hoje a caça não representa problemas devido às rígidas leis chinesas, mas estes factores do passado, conjuntamente com a baixa taxa de natalidade, a alta taxa de mortalidade infantil e a destruição de seu ambiente natural colocam o panda sob ameaça de extinção.


Há que compreender a importância de cada organismo na complexa e maravilhosa teia da Vida na Terra e Nunca nos devemos esquecer que A extinção é para sempre .

Fontes: Wikipedia; www.saudeanimal.com.br/; bicharada.net/animais/; www.naturlink.pt/; www.ecologia.info/panda.htm; Enciclopédia a Vida animal; outros


“A natureza criou o tapete sem fim que recobre a superfície da terra. Dentro da pelagem desse tapete vivem todos os animais, respeitosamente. Nenhum o estraga, nenhum o rói, excepto o homem." (Monteiro Lobato)

terça-feira, 30 de março de 2010

Os versos mais tristes esta noite - Poema de Pablo Neruda



Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Escrever, por exemplo: "A noite está estrelada,
e tiritam, azuis, os astros lá ao longe".
O vento da noite gira no céu e canta.

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Eu amei-a e por vezes ela também me amou.
Em noites como esta tive-a em meus braços.
Beijei-a tantas vezes sob o céu infinito.

Ela amou-me, por vezes eu também a amava.
Como não ter amado os seus grandes olhos fixos.
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Pensar que não a tenho. Sentir que já a perdi.

Ouvir a noite imensa, mais imensa sem ela.
E o verso cai na alma como no pasto o orvalho.
Importa lá que o meu amor não pudesse guardá-la.
A noite está estrelada e ela não está comigo.

Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe.
A minha alma não se contenta com havê-la perdido.
Como para chegá-la a mim o meu olhar procura-a.
O meu coração procura-a, ela não está comigo.

A mesma noite que faz branquejar as mesmas árvores.
Nós dois, os de então, já não somos os mesmos.
Já não a amo, é verdade, mas tanto que a amei.
Esta voz buscava o vento para tocar-lhe o ouvido.

De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos.
A voz, o corpo claro. Os seus olhos infinitos.
Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame ainda.
É tão curto o amor, tão longo o esquecimento.

Porque em noites como esta tive-a em meus braços,
a minha alma não se contenta por havê-la perdido.
Embora seja a última dor que ela me causa,
e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo.

Pablo Neruda


Comentarista Excelente



Este selo me foi presenteado pela amiga Celia M do blog "Poema versos e reversos"

http://poemasversosereversos.blogspot.com/

Minha querida amiga o meu sincero obrigado pelo seu carinho.

Este selo é uma homenagem aos amigos que nos visitam com frequência, deixando as suas mensagens, deixando um pouco de si, dando-nos um pouco do seu tempo, atenção e amizade.

Para todos eles a minha sincera gratidão:

Ricardo Calmon - VIVER É PURA MAGIA
http://viverpuramagia.blogspot.com/

Pérola - Pérola Marinha
http://perolamarinha-45.blogspot.com/

Poetaeusou...
http://poetaeusou.blogspot.com/

Dora Regina - Filha do Céu
http://blogdedoraregina.blogspot.com/

Elias Akhenaton - Beija-Flor-Peregrino
http://poetaeliasakhenaton.blogspot.com/

Graça Pereira - Zambeziana
http://zambezianachuabo.blogspot.com/

Lidia Borges - Searas de Versos
http://searasdeversos.blogspot.com/

Maria Bonfá
http://ummardesonhos.blogspot.com/

Pelos Caminhos da Vida
http://anamgs.blogspot.com/

MARIA L. BÓZOLI - Amor Feito Poesia
http://poesiaseternas2.blogspot.com/

Copie cole este selo no seu Blogue, referindo-se ao Blogue que o homenageou.

Indique outros Blogues que você queira homenagear seguindo o mesmo critério,

Escolhendo aqueles que são COMENTARISTAS EXCELENTES


Um beijo do tamanho do Universo

Maria

Orkutei.com.br

segunda-feira, 29 de março de 2010

Narcisos uma flor solitária




Os Narcisos são originários da Europa e da Ásia, possuem flores com diversas formas e variedades de cores. Têm majestosas flores, que se assemelham às flores das orquídeas.



Foto: Net

O Narciso é uma planta herbácea, bolbosa, vivaz, com uma grande variedade, podendo atingir alturas entre os 0,2-0,7m. É uma planta muito utilizada e apreciada pelas suas flores, com formas e cores vistosas. As suas folhas nascem do bolbo, são compridas e podem ser estreitas ou largas dependendo da variedade, de cor verde médio a verde-escuro. As folhas dos Narcisos despontam no Outono e persistem até á Primavera, ou seja, até á época de floração. As flores são suspensas por um longo pedúnculo carnudo podendo ser erectas ou pendentes, em grupo ou solitárias, de cor amarela, laranja, branco e creme. São em forma de taças ou tubos, algumas campanuladas, singelas ou dobradas com cerca de 2,5-5cm de comprimento.


Foto: Pessoal


O cultivo de narcisos não requer cuidados muito especiais, estão classificados entre as flores ornamentais mais cultivadas no mundo, quando plantados de forma natural no jardim, sem seguir desenhos muito rígidos, os narcisos dão um ar de naturalidade campestre.


Foto: http://www.wallcoo.net


Sendo considerada o símbolo tradicional da vaidade, o seu nome tem origem no personagem mitológico Narciso. Segundo a mitologia grega o nascimento destas flores relacionava-se com a morte de Narciso, um rapaz extraordinariamente bonito, filho do deus-rio Cephisus e da ninfa Liriope que morreu afogado num rio, no qual via a sua imagem reflectida, tendo-se apaixonado por si mesmo. Ali cresceu esta flor, que recebeu o seu nome.



Foto: Net

Plantação : Plantar os bolbos de Narcisos no Outono. Devem ser enterrados a uma profundidade entre os 6-15cm, dependendo do seu tamanho e a uma distância de 8-15cm entre eles. Plantar com a ponta virada para cima e até um pouco fora do substrato. Não regar em excesso pois pode provocar podridão dos bolbos.


Luz: Entre sol e sombra, em sítios amenos.

Temperatura: Suporta temperaturas baixas mas não extremas. O Narciso prefere climas suaves, com temperaturas entre os 16-20 ºC.


 Foto:Pessoal


Solos: Prefere solos húmidos excepto no Verão em que tolera a falta de água, férteis e bem drenados.

Rega: Regular durante a fase de crescimento e da floração, sem excessos. Suprimir a rega durante os meses mais quentes até que a planta seque por completo, para depois se retirar os bolbos para armazenar.

Adubação: Aplicar adubo líquido no início da floração. Após as flores de Narcisos murcharem deve-se adubar com adubo rico em potássio para alimentar a folhagem e obter uma boa floração no ano seguinte.

Floração: Primavera nos climas frios ou no Inverno e início da Primavera nos climas quentes.



Foto: Net


Poda: Cortar as inflorescências secas antes de formarem as cápsulas de semente.

Multiplicação: Divisão dos bolbos. Multiplicam-se também naturalmente por semente.

Armazenagem: Guardar os bolbos de Narcisos em turfa seca a 5-10 ºC. até à plantação.

Utilização: Canteiros, maciços, bordaduras, vasos e floreiras, jardins selvagens e rochosos e para corte.

Dicas : Tutorar algumas hastes mais longas. Os bolbos de Narcisos podem ser deixados no solo de um ano para o outro deixando também que se multipliquem naturalmente.


Foto:Pessoal


Fontes e Fotos: “Mundodeflores”, “Wikipedia”, PlantasdeInterior”, “JardimdeFlores”, “Jardicentro - Autor: André M. P. Vasconcelos”; Pessoais

domingo, 28 de março de 2010

E por vezes - Poema de David Mourão Ferreira



E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos E por vezes

encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes

ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos

E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se evolam tantos anos


David Mourão Ferreira


Cor Preta - a cor do Mistério



O Preto
está relacionado com o silêncio, o infinito mas é ao mesmo tempo a cor do mistério.
Na maior parte das sociedades ocidentais, está quase sempre associado à morte, ao luto, mas também é a cor da sofisticação e da elegância.

Vestuário:
O uso de roupas pretas favorece a introspecção e a auto-análise. O preto é ao mesmo tempo a soma de todas as cores e dependendo do tecido no qual esta cor for aplicada, esta pode transmitir, casualidade, elegância, luxo, sofisticação, formalidade, seriedade, autoridade, segurança, dignidade e poder. Não se deve no entanto abusar do uso desta cor, pois pode gerar depressão e tristeza.



Decoração: É usado em pequenos detalhes, principalmente quando queremos fazer um “efeito especial”, tanto dentro, como fora da casa. Ainda na área interna, é usado para fazer contrastes, principalmente com o branco.



Aspectos favoráveis: Poder, responsabilidade, imponência.

Efeitos negativos: Indiferença, prepotência, melancolia, renúncia.

A cor Preta está associada ao signo de Capricórnio.

Palavras chaves da cor Preta: austeridade, vida interior, constrangimento, previsão, ordem, solidão, isolamento. poder, modernidade, sofisticação, formalidade, morte, medo, anonimato, raiva, mistério.



"Há mais mistérios entre o Céu e a Terra do que sonha a nossa vã filosofia." (William Shakespeare)

sábado, 27 de março de 2010

Efêmero

“Se pudéssemos ter consciência do quanto nossa vida é efêmera, talvez pensássemos duas vezes antes de jogar fora as oportunidades que temos de ser e de fazer os outros felizes.”


Muitas flores são colhidas cedo demais. Algumas, mesmo ainda em botão. Há sementes que nunca brotam e há aquelas flores que vivem a vida inteira até que, pétala por pétala, tranquilas, vividas, se entregam ao vento.



Mas nos não sabemos adivinhar. Nós não sabemos por quanto tempo estará enfeitando esse Éden nem mesmo em relação áquelas flores que foram plantadas ao nosso redor. E descuidamos. Cuidamos pouco. De nós, dos outros.
Nos entristecemos por coisas pequenas e perdemos minutos e horas preciosos. Perdemos dias, às vezes anos.



Nós calamos quando deveríamos falar; falamos demais quando deveríamos ficar em silêncio. Não damos o abraço que tanto nossa alma pede porque algo em nós impede essa aproximação. Não damos um beijo carinhoso “porque não estamos acostumados com isso” e não dizemos que gostamos porque achamos que o outro sabe automáticamente o que sentimos.



Photobucket


E passa a noite e chega o dia, o sol nasce e adormece e continuamos os mesmos, fechados em nós. Reclamamos do que não temos, ou achamos que não temos suficiente. Cobramos. Dos outros. Da vida. De nós mesmos. Nos consumimos.
Costumamos comparar nossas vidas com as daqueles que possuem mais que a gente. E se experimentássemos comparar com aqueles que possuem menos?

Isso faria uma grande diferença!



E o tempo passa...
Passamos pela vida, não vivemos. Sobrevivemos, porque não sabemos fazer outra coisa.
Até que, inesperadamente, acordamos e olhamos pra trás. E então nos perguntamos: e agora?!
Agora, hoje, ainda é tempo de reconstruir alguma coisa, de dar o abraço amigo, de dizer uma palavra carinhosa, de agradecer pelo que temos.



Nunca se é velho demais ou jovem demais para amar, dizer uma palavra gentil ou fazer um gesto carinhoso.


Não olhe para trás. O que passou, passou. O que perdemos, perdemos.
Olhe para frente!

Letícia Thompson

Pintura de Poblete

Pintura realista de Daniel González Poblete (Corral de Cva., Ciudad Real, Espanha,1944)

Arte, Beleza e Encanto
com um pouco de nostalgia.


Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.


Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas
que eu nunca pensei que iriam me decepcionar,
mas também já decepcionei alguém.


Já abracei pra proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
e amigos que eu nunca mais vi.


Amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado,
fui amado e não amei.


Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
e quebrei a cara muitas vezes!


Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só para escutar uma voz,


me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).


Mas vivi!
E ainda vivo!
Não passo pela vida.
E você também não deveria passar!


Viva!!


Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é "muito" para ser insignificante.

Augusto Branco – VIDA

montagem de fotos


"A arte é a auto-expressão lutando para ser absoluta." (Fernando Pessoa)