quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Hoje é um dia Especial - Parabéns António


Hoje é um dia especial o meu marido António faz aninhos.

Fazer anos é um somar de experiências, de partilha, de vida, é sempre um novo começar, por isso, desejo do coração que consigas alcançar neste novo ano que agora começa para ti, o maior desafio de todos, que é aproveitar ao máximo o que de bom a vida nos oferece.

Que tenhas um dia brilhante e feliz, beijinhos de todos nós que te adoramos.




Para Ti um poema que diz tudo o que vai na minha alma e que Paulo Roberto Gaefke, soube magistralmente escrever, como só um poeta o sabe fazer.




Um Lugar no Coração

Existe um lugar no meu coração que insiste em querer apenas o seu carinho. Por maior que ele seja, o seu espaço destinado ao amor é só seu, e eu nada posso fazer para mudar esse sentimento.
Você entrou de uma maneira tão suave, tão branda na minha vida, que acabou preenchendo os espaços, sem me deixar opção para escolher.

Fiquei entre te amar ou amar-te.

Resolvi amar-te.
Amar-te é entregar todos os meus sonhos e dividi-los com você.
Amar-te é pegar os teus sonhos e dividi-los comigo.
Amar-te é ansiar por sua volta, e mesmo longe sentir a tua presença.
Amar-te é respeitar o teu silêncio, com a certeza de que estou dentro dele.
Amar-te é deixar-te livre para ir, voltar e estar sempre aqui.
Amar-te é o respeito por seus ideais, é a compreensão que dividimos até naquilo que não concordamos.
Amar-te é mais profundo que simplesmente te amar.
Amar-te é todo um compromisso, é toda uma entrega.
Amar-te é vida, é emoção, é desejo, é cumplicidade.
Amar-te é a certeza de que o tempo vai passar,
as emoções vão se modificar,
mas eu vou continuar a amar-te,
porque amar-te é uma razão que não vem apenas da emoção,
mas da certeza de que somos cumplíces desse amor que ultrapassa os limites da paixão.

Neste dia especial, quero amar-te com mais intensidade, simplesmente dizendo: eu te amo.

Paulo Roberto Gaefke



terça-feira, 29 de novembro de 2011

Lembrança - Poema de Florbela Espanca




Fui Essa que nas ruas esmolou
E fui a que habitou Paços Reais;
No mármore de curvas ogivais
Fui Essa que as mãos pálidas poisou...

Tanto poeta em versos me cantou!
Fiei o linho à porta dos casais...
Fui descobrir a Índia e nunca mais
Voltei! Fui essa nau que não voltou...

Tenho o perfil moreno, lusitano,
E os olhos verdes, cor do verde Oceano,
Sereia que nasceu de navegantes...

Tudo em cinzentas brumas se dilui...
Ah, quem me dera ser Essas que eu fui,
As que me lembro de ter sido... dantes!...


Florbela Espanca


domingo, 27 de novembro de 2011

A Pintora June Dudley


A pintora June Dudley cresceu no campo, perto da pequena cidade de Lola no Texas(EUA).





No seu rancho de cerca de 4.000 hectares, a vida de cowboy era vivida pela familia todos os dias. June acompanhou muitas vezes o seu pai nos trabalhos que eram necessários fazer, construir currais e cercas, enfardar feno, fazer desmatamento, caça, pesca, natação, ou montar cavalos durante todo o dia. Ela e a irmã eram "cowgirls" no seu rancho.





Adorava realizar todas essas tarefas e o seu amor à terra veio naturalmente traduzindo-se hoje nas suas pinturas.





Dudley preza os tempos, em que trabalhou na fazenda com o seu pai, cresceu valorizando o modo de vida do oeste, ficando guardadas no seu coração as memórias dessa altura.





Começou a pintar com cerca de 8 anos de idade. As suas primeiras inspirações vieram das visitas que fazia a casa de uma tia que era pintora.





A pequena artista ficava fascinada com os pincéis e tintas espalhados pela casa da tia e que eram ainda enormes para as suas pequenas mãos.





Quando começou a pintar era para ela um sonho tornado realidade, ela desejava com fervor ser um dia uma boa artista.





Conheceu o marido na faculdade, tendo-se casado muito cedo. Acabaram os seus cursos, o marido tornou-se treinador, e ela professora. O seu amor à arte ficou "suspenso" temporáriamente, pois era necessário ajudar a ganhar a vida, para criar os seus 3 filhos Mark, Marsha, e Craig. A arte nunca foi posta totalmente de lado, pois embora o tempo disponível fosse pouco, pintava sempre que podia e durante o verão. Depois de alguns anos a estudar com Bob Wygant e de 18 anos de ensino, os pais de June Dudley aposentaram-se e ela e o marido ficaram com a sua metade do rancho, que se encontra na familia há mais de 100 anos.





O voltar a viver no campo permitiu que deixasse de dar aulas e assim ter tempo para se dedicar integralmente à sua arte. Concretizou-se o seu desejo de se tornar uma artista em pleno direito.





O rancho é um local maravilhoso, onde a natureza reina. Possuí um lago atrás da casa e o estúdio está assim rodeado da vida selvagem, gado e cavalos, toda esta envolvente é fonte de inspiração da sua arte.





Tem uma forma maravilhosa de usar as cores, iluminação, temas, detalhes e pessoas. Todos as pessoas das suas telas, gravuras e cartazes são familiares ou amigos muito próximos.





Para June Dudley as suas pinturas são como paisagens poéticas. As suas cores são um pouco impressionistas e as suas cenas são realistas, por isso ela descreve o seu trabalho como realismo impressionista.





“As minhas pinturas vêm do coração. Deus me deu vontade, determinação e talento. A minha arte não é o que eu faço, é que eu sou, um pedaço da minha vida, um desejo em meu coração. Eu sou apaixonada por aquilo que pinto.” (June Dudle)





Já recebeu vários prémios, as suas pinturas mostram-nos o "seu" oeste, um pouco da sua vida, o seu amor pela terra que a viu nascer, elas refletem o romance e o encanto da natureza, que inspirou a alma da pintora. Através da sua arte conseguimos divagar pela beleza da vida rural do Texas.

Se gostou da arte desta incrível pintora e quer conhecer melhor, visite o seu Site Oficial: June Dudley




Fontes: www.junedudley.com/; www.somersetfineart.com/s-1284-dudley-june; outros net.

"Toda a obra de arte é uma personalidade. O artista vive nela, depois dela ter vivido longo tempo dentro dele." (Vargas Vila)

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Nem tudo é fácil - Poema de Cecilia Meireles




É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste.
É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada
É difícil valorizar um amor, assim como é fácil perdê-lo para sempre.
É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia.




É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.
É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre falta algo.
É difícil fazer alguém sorrir, assim como é fácil fazer chorar.
É difícil colocar-se no lugar de alguém, assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.




Se você errou, peça desculpas...
É difícil pedir perdão? Mas quem disse que é fácil ser perdoado?
Se alguém errou com você, perdoa-o...
É difícil perdoar? Mas quem disse que é fácil se arrepender?




Se você sente algo, diga...
É difícil se abrir? Mas quem disse que é fácil encontrar
alguém que queira escutar?
Se alguém reclama de você, ouça...
É difícil ouvir certas coisas? Mas quem disse que é fácil ouvir você?


 


Se alguém te ama, ame-o...
É difícil entregar-se? Mas quem disse que é fácil ser feliz?
Nem tudo é fácil na vida...Mas, com certeza, nada é impossível
Precisamos acreditar, ter fé e lutar para que não apenas sonhemos, Mas também tornemos todos esses desejos, realidade!!!

Cecília Meireles




"O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada, Caminhando e semeando, no fim terás o que colher." (Cora Coralina)

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Alsácia - Beleza e Tradição


Ruas cheias de flores, casas tradicionais de cores vivas e que nos transportam até ao tempo medieval e paisagens de encanto. Hoje vamos divagar pelos caminhos da Alsácia.




A Alsácia situa-se no nordeste da França, sendo delimitada pelas Montanhas de Vosges a oeste e pelo rio Reno e pela Floresta Negra da Alemanha a leste. Do alto das Montanhas de Vosges nascem seis rios, que atravessam cerca de 97 quilômetros de magníficos vinhedos. O seu encanto para além da beleza natural, está em grande parte também ligado à riqueza do seu património cultural: castelos, fortes, igrejas, museus, belas casas de madeira e aldeias pitorescas.




O símbolo da Alsácia é a cegonha, pássaro que, segundo as histórias contadas às crianças, trazia os bebés às famílias. Quase extinta na região há vinte anos, ela foi reintroduzida e começa a repovoar os telhados das igrejas e o céu da Alsácia.




Ao pé das vertentes arborizadas dos Vosges dominadas por misteriosos castelos, a Alsácia mostra as suas mais belas aldeias vitícolas. Um traço comum a todos os povoados é uma arquitectura com muitos pormenores marcados pela cultura do vinho, com pátios interiores e outras estruturas funcionais requeridas por habitações rurais para apoiar os trabalhos vitivinícolas. Possui diversas florestas, principalmente nos Vosges e no Bas-Rhin (floresta de Haguenau).




As cidades da alsácia, pequenas ou grandes são, possuem um charme muito especial. Cercadas com recintos de muralhas, que abrigam acolhedoras pousadas históricas, ruas encantadores e muitas casas que ainda conservam a traça e estruturas medievais ou renascentistas e que se encontram impecavelmente preservadas.




Nas aldeias multi-coloridas as casas tem de ter permissão de planeamento relativamente ao esquema de cores. As flores estão por toda parte durante os meses de verão e os proprietários orgulham-se dos seus arranjos florais, quer nas janelas, quer ao longo das ruas.




A cultura do vinho na Alsácia remonta a uma época anterior à conquista romana. Com mais de 170 quilómetros, a Rota dos Vinhos de Alsácia serpenteia de Norte a Sul a través das colinas do vinhedo, por paisagens deslumbrantes, vilas medievais, igrejas românicas e da Renascença.




Algumas das grandes casas produtoras como Hugel, Dopff, Lorenz, Willm, mantêm-se propriedade das mesmas famílias há quatrocentos anos.


RIBEAUVILLÉ
Ribeauvillé é parcialmente cercado por muralhas antigas. Tem várias casas medievais e duas igrejas antigas, São Gregório e Santo Agostinho. A cidade contém uma valiosa colecção de antiguidades.




Perto da cidade encontram-se as ruínas de três castelos famosos, Ulrichsburg, Girsberger e Hohrappoltstein, que pertenciam aos senhores de Rappoltstein.




EGUISHEIM
Eguisheim é ocupada de maneira permanente desde a pré-história, sendo a sua arquitectura um exemplo de preservação. O nome da cidade "Egenesheim", no século X, significa "habitação de Egino", nome germânico. A povoação dispõe-se de forma concêntrica em torno do castelo do século XIII, restaurado no final do século XIX.




Ruas estreitas em paralelepípedos, recantos simpáticos, fileiras de casas medievais com os seus telhados em bico ou lindos pátios interiores, deslumbram quem a visita.




COLMAR
Colmar cognominada a Pequena Veneza do leste, situa-se numa paisagem relativamente plana, banhada pelo rio Lauch, a aproximadamente 20 km a leste do Reno. É a terceira maior cidade da Alsácia, após Estrasburgo e Mulhouse. A cidade de Colmar foi fundada no século IX, sendo-lhe outorgado o status de Cidade Imperial Livre do Sacro Império Romano-Germânico em 1226. Em 1834, nasceu em Colmar Frédéric Auguste Bartholdi, criador da famosa Estátua da Liberdade, localizada na cidade de Nova York.




O Centro histórico de Colmar com as suas casas e edifícios de estilo gótico e renascentista alemão, extremamente bem preservados, é de grande beleza e charme.




RIQUEWIHT
Riquewihr situa-se perto de Colmar. Cidade desde 1320 é protegida por muralhas, das quais faz parte o dolder, uma torre erigida em 1291 que vigia as muralhas da extremidade superior da cidade.




Do topo da torre Dolder tem-se uma belissima paisagem da cidade e, também, dos vinhas circundantes. Pátios setecentistas, com os seus varandins de madeira, casas antigas construídas no sec. XVI e XVII. Cada peça de arquitectura é milagrosamente preservada. Riquewihr de hoje assemelha-se muito a uma cidade da Idade Média, mantendo as pessaos o mesmo estilo de vida dessas épocas, com a sua existência girando em torno da indústria do vinho.




STRASBOURG
A cidade foi fundada pelos romanos em 12 a.C. No século 17, foi conquistada por Luís XIV. Em 1870, foi ocupada pela Alemanha que manteve o controle da cidade até a Primeira Guerra Mundial. O seu centro histórico foi considerado património mundial da humanidade pela UNESCO em 1988.




A cidade é também conhecida como uma das capitais da Europa, devido às inúmeras instituições europeias que ela abriga, entre as quais o Conselho da Europa, o Parlamento europeu (dividido com Bruxelas) e a Corte Europeia dos Direitos Humanos, sem esquecer a cadeia de televisão binacional franco-germânica Arte.




Fontes: Wikipedia; pt.franceguide.com/; http://www.almadeviajante.com/; http://www.visit-alsace.com/; http://www.photos-alsace-lorraine.com/; outros


* Fotos: Net
As fotografias sem indicação dos autores é porque não os consegui identificar. Se forem suas, por favor queiram contactar-me que colocarei imediatamente o seu nome, ou retiro-as se for esse o seu desejo. Não é de maneira nenhuma minha intenção quebrar direitos de autor.

Photographs without the authors’ names are because I could not identify them. If they are yours, please contact me and I will put immediately your name, or remove them, if that is your wish. It is not my intention to break authors rights.




Mesmo não sendo possível fazer uma viagem física, nada nos impede de conhecer novos locais, novos costumes, desde paisagens de sonho a castelos encantados, tudo é possível se abrirmos a nossa alma e deixarmos o nosso espírito divagar através de fotografias, pois estas conseguiram fixar para sempre aquele momento ou aquele local, fazemos assim uma viagem virtual. Por isso gosto tanto de fotografia!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Alegria


Para alegrar o nosso dia ....



Alegria

Se existe o fracasso é
Porque existirá o sucesso...
Se existe a derrota é porque
existirá a vitória...
Se existe a tristeza é porque
Existirá a alegria...
A verdade é que sempre
Depois de uma noite escura
Volta a brilhar um novo dia.


Fênix Faustine


“A alegria não está nas coisas: está em nós.” Goethe

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Cor de Rosa - Cor da Sensualidade e do Romantismo


A cor Rosa é a cor “do amor puro”, da sensualidade, é uma cor emocionalmente descontraída, que influi nos sentimentos convertendo-os em amáveis, suaves e profundos.




Faz-nos sentir carinho, amor e protecção. Afasta-nos da solidão e permite que sejamos pessoas mais sensíveis. Assim como o vermelho reflecte mais a parte sexual, o rosa está relacionado ao amor altruísta e verdadeiro.



Decoração: Mistura de branco com o vermelho. A cor rosa clara traz equilíbrio, permitindo alcançar a paz interior. Os Tons rosados proporcionam calor, afecto e podem ser relaxantes. Os tons róseos mais quentes têm efeito positivo, pois tornam as pessoas mais activas e desejosas de progresso. Ideal para ser aplicada em casa ou locais onde habitem pessoas idosas, pois não permite que essas pessoas fiquem apáticas ou percam o interesse pela vida, ao contrário, causa uma mudança de personalidade ajudando as pessoas a ficar mais vigorosas.



Aspectos favoráveis: é a cor da emoção suave que cria a sensação de calma, dentro de uma vibração de alta sintonia e paz. Cor da doação por excelência, do calor, afecto e dos sentimentos de amor, da comunicação com os entes queridos, da descontracção, paz de espírito, sucesso, compaixão e honra.

Efeitos físicos: No aspecto físico a cor rosa é um acelerador e eliminador de impurezas no sangue. Protege o tacto, o metabolismo, funções renais, a sensibilidade, órgãos sexuais femininos, região lombar, a derme e o cabelo.Concede harmonia nas funções orgânicas. Evita depressão.




A cor rosa está associada aos signos de Balança (Libra) e Touro.



Palavras chaves da cor Rosa: inocência, amor, entrega total, ajudar ao próximo, está associada ao carinho, ao relaxamento, e à afectividade.

A cor Rosa significa beleza, saúde, sensualidade e também romantismo. A cor Rosa clara está associada ao feminino. Remete para algo amoroso, carinhoso, terno, suave e ao mesmo tempo para uma certa fragilidade e delicadeza.




"A vida tem a cor que você pinta." (Mário Bonatti)